Pantominice


Este país está recheado de pantomineiros de toda a espécie. Quando leio ou ouço as notícias concluo que começa a ser difícil encontrar uma área que mereça confiança. Anda tudo ao desvario. A loucura generalizou-se. Os responsáveis não passam de meros fingidores. Afinal o que é que querem? Ganhar a vida, tentar a sorte, desfrutar o bem bom e fingir que se interessam pelo semelhante? É o mais certo. 
A diversidade comportamental tem de tudo, inclusive a sacanice a hipocrisia. Surgem os velhos mecanismos de sobrevivência, agora culturizados, porque os biológicos ficam adiados para situações extremas. E mesmo assim, por vezes, surgem em toda a sua violência. 
Todos os esforços feitos no sentido de dar credibilidade à espécie humana e, no nosso caso particular, à tal "velha nação", caiem aos trambolhões pela rua da amargura. 
Nunca vi, e também nunca pensei, que fosse possível tanto desaforo, tanto oportunismo, tantos trafulhas, tanta pantominice, tanto ladrão, tanto filha da puta, enfim, nunca pensei ter de viver no meio de uma sociedade cujos valores são apenas enunciados ou festejados como sendo uma "realidade" apenas em determinados momentos convencionais. Uma gaita. Anda tudo numa fervorosa, a mostrar que os requintes que estiveram subjacentes à nossa evolução, que não são diferentes das outras espécies, se mantêm incólumes, atualizados e sempre prestes a premiar quem enveredou pelos mais diversos tipos de pantominice. 
Este país é um país de faz de conta. 
Como é que uma pessoa pode andar satisfeito num país injusto, ingrato e traiçoeiro? Impossível. Resta-me algumas coisas, poucas, mas mesmo assim escondo-me dentro delas para esquecer onde estou e com quem ando metido. 
Só o tempo é que vai resolver o problema, o meu e o dos outros..

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