Vi gente a passear e a ondular na baixa. Respirei o calor do passado. Parei em frente de velhas montras, umas transformadas, outras desfiguradas, enquanto uma ou outra mostrava ainda as mesmas dentaduras, agora envelhecidas e cariadas, onde outrora imperava o brilho e a atração. Contrastes. Apenas o sol, o calor e a brisa que corria na rua eram os mesmos. As recordações esfumam-se no meio dos contrastes. Ainda bem.
Tenho que confessar, não consigo deixar de pensar nos jovens aprisionados na caverna tailandesa. Estou permanentemente à procura de notícias e evolução dos acontecimentos. Tantas pessoas preocupadas com os jovens. Uma perfeita manifestação de humanidade. O envolvimento e a necessidade de ajudar os nossos semelhantes, independentemente de tudo, constitui a única e gratificante medida da nossa condição humana. Estas atitudes, e exemplos, são uma garantia que me obriga a acreditar na minha espécie. Eu preciso de acreditar. Não invoco Deus por motivos óbvios. Invoco e imploro que os representantes da minha espécie façam o que tenham a fazer para honrar e dignificar a nossa condição. Salvem todos, porque ao salvá-los também ajudam a salvar cada um de nós.
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